📚 Atividade Completa para Sala de Aula ✍️
Ideal para atividades na lousa ou impressas!
✨ O que você vai receber:
🖥️ 20 páginas de slides em PDF – visual moderno e didático
📄 11 páginas A4 com parte teórica completa (Times New Roman, 12)
🧠 25 questões de múltipla escolha com 4 alternativas cada
✅ 10 frases para marcar Verdadeiro ou Falso
✍️ 10 frases para o aluno reescrever com uso correto da vírgula
📌 Gabarito explicativo em todas as atividades
🔎 Pensado para ajudar o aluno a entender, praticar e fixar o conteúdo com clareza. Uma ferramenta ativa, dinâmica e eficiente para trabalhar pontuação de forma significativa!
Uso da Vírgula
A vírgula é
um sinal de pontuação que desempenha um papel fundamental na clareza, precisão
e fluidez da escrita. Utilizada de forma correta, a vírgula garante que as
frases sejam compreendidas como o autor pretende, evitando ambiguidades e
interpretações errôneas.
1.
Pode
indicar pausa
A vírgula pode
indicar uma pausa, mas nem toda pausa precisa de vírgula, e nem toda
vírgula marca uma pausa. Sua função principal é marcar a estrutura da frase
e a relação entre as palavras.
·
Com virgula: Não,
espere!
👉
A vírgula marca uma pausa dramática e separa essa negativa de uma nova
instrução: "espere!"
·
Sem
vírgula: Não
espere!
👉 Aqui, temos uma frase direta no modo imperativo negativo. O verbo "esperar" está sendo proibido.
2.
Pode
alterar o sentido
A ausência da vírgula pode tornar o sentido de uma
frase confuso ou até oposto ao pretendido..
Exemplos:
·
Com vírgula: Não, vou
sair.
👉 Negativa seguida de uma afirmação.
·
Sem
vírgula: Não,
vou sair.
👉 Não vai porque vai sair.
3.
Pode
gerar ambiguidade
A ausência de vírgulas pode criar confusão sobre quem
ou o que está sendo referido na frase.
Vocativo é
um termo usado para chamar, invocar ou interpelar alguém diretamente na
frase, e deve ser isolado por vírgula(s). Exemplo: João, venha aqui!
- Com vírgula: Vamos comer, crianças!
👉 Aqui, "crianças" é um vocativo. A frase é um convite direcionado às crianças: elas estão sendo chamadas para comer. - Sem vírgula: Vamos comer crianças!
👉 Aqui, a frase sugere canibalismo. - Com vírgula: Ligue para isso não, gosto
de você.
- Sem vírgula: Ligue para isso, não gosto
de você. (gosto ou não gosto?)
👉 (a vírgula daria sentido e clareza, mas a frase sem vírgula é confusa)
4.
Pode
mudar o tom da frase
A vírgula
também afeta o tom da frase, tornando-a mais educada ou mais
direta/brusca.
- Com vírgula: Aceito, obrigado.
👉 Soa como uma resposta educada e polida. - Sem vírgula: Aceito obrigado.
👉 Parece que a pessoa foi forçada a aceitar algo.
5.
Pode
causar confusão em relação ao sujeito ou ao objeto da frase
A vírgula
pode esclarecer quem é o sujeito ou o objetivo da frase. Sem ela,
a frase pode parecer confusa ou ter mais de um significado possível.
- Com vírgula: João, o professor, deu uma
palestra.
👉 João é o professor. A expressão “o professor” está entre vírgulas e tem a função de explicar ou acrescentar uma informação sobre o sujeito “João”.
Vocativo
- Sem
vírgula: João, o
professor deu uma palestra.
👉 "João" é um vocativo,
ou seja, a pessoa a quem se dirige a fala.
O vocativo não faz parte da estrutura sintática da frase — é
apenas uma chamada ou interpelação. Sempre é separado por vírgula(s).
🧠 Função:
Chamar a atenção ou direcionar a fala a alguém. Dá a entender que João é diferente do professor, ou
que é aluno.
- Com vírgula: Este, juiz, é corrupto.
👉 Explicação: A palavra “juiz” funciona como vocativo,
ou seja, o interlocutor da fala. O verdadeiro sujeito da oração é o
pronome demonstrativo “este”.
🔍 Sentido: O falante se dirige ao juiz e afirma
que “esse (outro)” é corrupto.
📌
O vocativo é isolado por vírgulas porque não integra a estrutura sintática da
oração principal.
· Sem vírgula: Este juiz é corrupto.
👉 Neste caso, “Esse juiz” exerce a função de sujeito
da oração.
🔍
Sentido: A característica de corrupto está sendo atribuída
diretamente ao juiz mencionado.
6. Uso da vírgula para indicar inversão da ordem normal da frase
Sujeito + Verbo + Complemento + Adjunto adverbial
O que é inversão da ordem?
A inversão ocorre quando algum termo da oração é deslocado da sua posição usual para outra posição (geralmente para o início da frase), alterando a ordem direta para dar ênfase, estilo ou variar a construção.
Exemplo:
Ordem direta: O aluno (sujeito) respondeu (verbo) a pergunta (complemento).
Ordem indireta: A pergunta, o aluno respondeu.
7.
Ajunto
adverbial deslocado
O adjunto
adverbial deslocado ocorre quando o adjunto adverbial não está na
posição usual (geralmente no final da frase), sendo antecipado ou
intercalado. Nesse caso, o uso da vírgula passa a ter regras específicas.
✅ 1. Tamanho do adjunto adverbial:
- Se for curto (até duas ou três
palavras):
👉 A vírgula é facultativa mesmo quando o adjunto é deslocado.
Exemplos: - (Deslocado) Hoje vamos ao
parque. Vamos ao parque hoje.
(adjunto no final)
- Hoje, vamos ao parque.
Ambas corretas. - Se for longo (mais de três
palavras):
👉 A vírgula é obrigatória.
Exemplo: - Depois do almoço com a minha
avó (adjunto com mais de 3 palavras), vamos ao parque. ✅
✅ 2. Finalidade estilística ou ênfase:
Mesmo
adjuntos curtos podem levar vírgula quando há intenção de destacar a
informação, como em:
Com
calma, ele respondeu à professora.
📌 Exemplos:
🔹 Posição comum (no final da frase):
- João chegou cedo.
🔹 Deslocado (no início):
→ O adjunto adverbial (considerado pequeno) foi deslocado para o início, portanto a vírgula é facultativa, mas recomendada.
→ O adjunto adverbial (considerado pequeno) foi deslocado para o início, portanto a vírgula é facultativa, mas recomendada.
🔹 Deslocado (no meio):
- João, cedo, chegou.
8.
Para
separar as orações subordinadas adverbiais, principalmente quando antepostas à
principal e longa:
- Tempo:
Quando se levantou, os seus olhos tinham uma fria determinação. (F. Namora, NM, 243.)
- Causa:
- Condição:
Se eu o tivesse amado, talvez o odiasse agora. (C. dos Anjos, M, 146.)
- Concessão:
- Conformidade:
·
Consecutiva
· Final
"Para que consiga passar, estudo".
Vírgula quando a oração subordinada adverbial
vem depois da oração principal
Exemplos:
- "Avisou
a todos quando chegou." (sem vírgula)
- "Não
veio à aula porque estava doente." (sem vírgula)
- "Ficaremos
em casa se chover." (sem vírgula)
- "Quando
você chegar vou sair". (sem vírgula)
- "O homem falando alto é meu tio". (sem vírgula)
9.
Conectivos
de oposição e conclusão que introduz um novo período
A vírgula é mais comum em textos formais ou quando se quer destacar o conector.
- Sem vírgula → leitura mais fluida, pausas mais curtas.
- Com vírgula → pausa mais longa, ênfase na
relação de conclusão.
Exemplos com vírgula (mais formal e enfático)
- Estava muito cansado. Portanto, (vírgula facultativa)fui dormir cedo.
- Estava
muito cansado. Portanto (vírgula facultativa)fui dormir cedo.
·
Estudamos
muito e praticamos bastante (ideia fechada). Portanto (vírgula facultativa)
considere nosso avanço.
·
Faremos
tudo o que estiver ao nosso alcance. Entretanto (vírgula facultativa)
outras atividades já foram solicitadas.
10. A falta de vírgulas pode provocar problemas
de compreensão em listas
A vírgula
é essencial para separar itens de uma lista. Sem ela, os elementos se
misturam e dificultam a leitura.
- Com vírgula: Trouxe o bolo, os copos, os
talheres e os guardanapos.
- Sem vírgula: Trouxe o bolo os copos os
talheres e os guardanapos.
- Com
vírgula: Ela
mencionou suas preocupações com a saúde, a educação e o meio ambiente.
- Sem
vírgula: Ela
mencionou suas preocupações com a saúde a educação e o meio ambiente.
- 👉 Sem vírgula, a lista fica
confusa, dificultando o entendimento.
11. O uso (ou a ausência) da vírgula altera o foco da frase.
- Com vírgula: Isso só, ele resolve.
👉 Aqui a vírgula destaca o termo “isso só” (ou seja, “apenas
isso”) e depois apresenta o sujeito: “ele”.
Sentido: Ele só resolve isso — outras coisas, ele não consegue ou não quer
resolver.
Foco
no que está sendo resolvido (só "isso").
· Sem vírgula: Isso, só ele resolve.
👉 Aqui não há separação entre “isso” e “só ele”, o que
dá um outro sentido.
Sentido:
Somente ele é capaz de resolver isso.
Foco em quem resolve (apenas ele).
12. Vírgula depois dos advérbios “sim”
e “não”
Veja como
a vírgula muda completamente a intenção da frase:
- Com vírgula: Não, queremos saber.
👉 O "não" vira uma resposta isolada
— serve para negar algo anterior, e depois a frase apresenta uma nova
afirmação.
- Sem vírgula: Não queremos saber.
👉 A palavra "não" faz parte da oração
— expressa uma negação direta.
Estamos afirmando que não
queremos.
13. Acompanhando local e data
Emprega-se
a vírgula para separar o topônimo da data.
- Brasil,
24 de julho de 2015.
14. Para
isolar os elementos repetidos
- Só minha, minha, minha, eu quero!... (Luandino
Vieira, VE, 86.)
15. Entre
orações, emprega-se a vírgula:
1°) Para separar as orações coordenadas
assindéticas 9sem conjunção):
- Acendeu um cigarro, cruzou as pernas,
estalou as unhas, demorou o olhar em Mana Maria. (A. de Alcântara Machado, NP,
136.)
- Pois eu caçava, visgava, alçapava.
(Luandino Vieira, JV, 74.)
- Veio a hora do almoço, o céu cobriu-se de
negro, a chuva desabou, contínua e pesada. (A. Abelaira, D, 178.)
2°) Para separar as orações coordenadas
sindéticas, salvo as introduzidas pela conjunção “e” em casos específicos.
·
Aditivas: e, nem, mas também, mas
ainda
·
Adversativas: mas, porém, todavia,
entretanto
·
Alternativas: ou, ou… ou, ora… ora,
quer… quer
·
Conclusivas: logo, portanto, por isso
·
Explicativas: porque, que, pois (antes
do verbo)
Exemplos:
- — Não me disseste, mas eu vi. (A. Abelaira,
QPN, 19.)
- Queria sair, mas estava chovendo.
- Estudei bastante para a prova; portanto,
espero tirar uma boa nota.
A
conjunção "POIS":
a)
quando dotada de valor explicativo, deve ser sempre precedida de
vírgula.
·
Exemplo:
"Entre agora, pois a chuva está começando."
b) quando indicar uma ideia conclusiva, deverá ficar entre vírgulas.
· Exemplo: "Os indícios são muito fortes; deverão, pois, condenar o suspeito."
16. Uso da
vírgula antes e depois do “e”
Usa-se
vírgula antes de "e" se houver mudança de sujeito, pausa enfática ou
valor adversativo:
O ‘e” com valor de oposição
- Estudei bastante, e meus amigos se
divertiram o dia todo.
- Ele queria ajudar, e não atrapalhar. (valor
de oposição)
- “O soldado
estava ferido, e continuou lutando.” (=
o “e” equivale a “mas”)
Usa-se vírgula quando, entre dois sujeitos
diferentes, vier um termo ou uma expressão intercalada precedendo
o “e”, este deve ser antecedido por vírgula.
- “A moça, muito alta, e o
rapaz, quase um anão, formavam um casal que chamava a atenção.”
- “O campo, repleto de flores, e o
céu, quase plúmbeo, criavam um contraste que dava à paisagem um aspecto de
pintura.”
Também
registramos o emprego da vírgula antes do “e” separando orações
coordenadas iniciadas pela conjunção no mesmo período.
- “E chorava, e tremia, e corria de um lado para o outro, tão transtornada ficou com a notícia.”
- “E falava, e ouvia, e escrevia, participando ativamente da reunião.”
- “Durante a procissão fomos avistando os peregrinos, e os párocos, e as imagens de santos.”
- · “O desfile coloriu a passarela com pierrôs, e arlequins, e colombinas.
O “e” geralmente
não deve ser precedido de vírgula quando conecta duas orações com o mesmo
sujeito ou quando conclui uma enumeração, dentro de uma mesma oração.
- “Sílvia chegou ao cartório e logo foi atendida.”
- “Sara tem aptidão para aprender idiomas. Sabe falar espanhol, japonês, russo e alemão.”
Recurso estilístico de ênfase.
A vírgula antes do “e” pode aparecer nos casos em que o sujeito das duas orações é o mesmo. Trata-se de um recurso estilístico de ênfase.
· “Passeamos
pouco pela manhã, e ainda menos à tarde, pelo mau tempo que
fazia.”
· “Eles
estava tão intransigente, e muito mais ficaria, se o amigo não
chegasse para demovê-lo daquela ideia.”
Separação
de ideia intercalada (oração explicativa ou termo deslocado)
·
Resgatei
um gato, que estava faminto, e levei para casa. A frase principal é: [Resgatei
um gato e levei para casa]. A oração
“que estava faminto” é uma oração explicativa que traz uma informação extra
sobre o gato.
- Xavier comprou um livro de
Machado de Assis, grande escritor brasileiro, e outro de Kafka.
- Márcia fez chá, porque não
gosta de café, e serviu com biscoitos.
Vírgula DEPOIS do “e” — quando usar?
Usada
para separar expressões intercaladas ou deslocadas que aparecem logo após o
“e”, interrompendo o fluxo da frase.
- Vítor foi ao cinema e, [como sempre fazia], comeu pipoca durante o filme.
Por que
a vírgula fica depois do “e” (e não antes)?
O
“e” conecta as duas orações principais: foi ao cinema e comeu
pipoca durante o filme.
A
pausa da vírgula precisa isolar a expressão que interrompe a segunda oração,
então fica logo após o “e”.
Mais
exemplos:
- Janaína esqueceu a data da
prova e, apesar de não ter estudado, tirou boa nota.
- Hugo saiu cedo e, quando
voltou, viu que deixou a porta aberta.
Vírgula
ANTES E DEPOIS do “e” — quando usar?
Quando as
duas situações acima acontecem ao mesmo tempo, ou seja:
- Antes do “e” tem uma ideia
intercalada, e
- Depois do “e” tem outra
expressão intercalada,
devemos
colocar vírgula antes e depois do “e”.
- Franco jogava videogame, distraído,
e, quando a campainha tocou, tomou um susto.
- De manhã comi um doce de
leite, que estava bem gostoso, e, depois do almoço, preferi
uma fruta.
17. Oração
Subordinada Adjetiva Explicativa
· Com vírgula: Os alunos, que estudam,
passam na prova.
👉 Dá a entender que todos os alunos estudam — a informação é apenas adicional.
· Com vírgula: Meu amigo, que é muito divertido, foi ao parque comigo.
👉 Se
tirar essa parte, a frase ainda faz sentido: Meu amigo foi ao parque comigo.
18. Oração
Subordinada Adjetiva Restritiva
·
Sem vírgula: “Os alunos que estudam
passam na prova”.
👉 A oração “que estudam” restringe
o significado do termo “alunos”. Ou seja, nem todos os alunos passam, somente
os que estudam.
19. Apositivos
explicativos
- “João, meu melhor amigo, chegou cedo.”
👉 Aqui temos um aposto
explicativo, ou seja, um termo que renomeia ou explica o substantivo
anterior (João) com outro nome ou expressão. Não altera o sujeito,
apenas o identifica com outra expressão equivalente. Também deve ser isolado
por vírgulas.
20. Para
indicar elipse (omissão de classes gramaticais)
- “Maria gosta de cinema; João, de teatro”.
👉 A vírgula pode indicar a ausência de termos já
mencionados.
- “Maria gosta de cinema; João gosta de teatro”.
21. Orações
ou expressões intercaladas
- “Ele, na minha opinião, está certo.”
- "Meu irmão, que mora no exterior, virá
nos visitar."
·
O diretor, quando chegou ao local, conversou
com todos. (oração subordinada adverbial aparece no meio da oração
principal)
👉 “Na minha
opinião", por exemplo, é uma expressão intercalada: um comentário
do falante dentro da oração principal. Deve ser isolada por vírgulas
para mostrar que interrompe momentaneamente a frase. Essas expressões
são chamadas de intervenções e não alteram a estrutura sintática
principal. 🧠 Função:
Inserir opiniões, ressalvas ou observações dentro da frase.
22. Expressões explicativas,
exemplificativas, retificativas e continuativas
1. Expressões explicativas
- Função:
esclarecem ou detalham uma ideia já mencionada. Exemplos: isto é,
ou seja, ou melhor, em outras palavras, quer dizer, por assim dizer. Geralmente
são isoladas por vírgulas.
· "Ele é meu amigo, isto é, meu
irmão."
2. Expressões exemplificativas
- Função:
introduzem exemplos ou casos específicos. Exemplos: por exemplo,
como, assim, a saber, entre outros. São isoladas por vírgulas, geralmente
após a expressão.
· "Gosto de frutas, por exemplo,
maçãs e laranjas."
3. Expressões retificativas
- Função:
corrigem ou ajustam o que foi dito antes. Exemplos: ou melhor,
antes, corrigindo, isto é. São isoladas por vírgulas.
· "Ela chegou tarde, ou melhor,
atrasada."
4. Expressões continuativas
- Função:
indicam continuação, retomada ou reforço da fala. Exemplos: aliás,
ademais, além disso, por sinal, ou seja, repito. São isoladas por
vírgulas.
· "Ele não veio, aliás, avisou que
não poderia."
23. Antes de
citações diretas
- Ela disse, “Hoje é um ótimo dia.”
👉 A vírgula é usada antes da introdução de uma fala
direta.
24. Após
expressões introdutórias
·
Por exemplo, os alunos fizeram o teste com atenção.
👉 Usa-se vírgula depois de expressões como por exemplo, isto é, ou seja, em outras palavras.
25. Expressão expletiva (ou de realce)
Uma
partícula/expressão expletiva (ou de realce) tem o
papel de realçar ou enfatizar um vocábulo ou um segmento da frase. Ela nunca
exerce função sintática. Pode ser retirada da frase sem prejuízo sintático ou
semântico.
Uso
da vírgula
- As expressões expletivas costumam ser isoladas por vírgulas para indicar a pausa que ressalta a ênfase na fala ou no texto.
- Elas
aparecem geralmente no meio da oração, funcionando como termos intercalados.
Exemplos com vírgulas
- "Ele,
sim, entende do assunto."
- "Nós,
de fato, precisamos agir rápido."
- "O
problema, realmente, é complicado."
- "Ela,
é claro, vai participar da reunião."
- "Você,
afinal, conseguiu resolver o problema."
26. ❌ Casos em que NÃO se usa vírgula
- Entre sujeito e predicado
·
Correto:
A professora explicou a lição com paciência.
·
Incorreto:
A professora explicou, a lição com paciência.
- Entre o verbo e seus objetos
· Correto:
Ele entregou o presente à amiga.
· Incorreto:
Ele entregou, o presente, à amiga.
- Entre nome e complemento
nominal
· Correto:
Ela tem medo de altura. (quem tem medo, tenho medo de algo, alguém ou
alguma coisa)
· Incorreto:
Ela tem medo, de altura.
- Entre preposição e seu objeto
· Correto:
Vou ao cinema com meus amigos.
· Incorreto:
Vou ao cinema com, meus amigos.
Não se usa vírgula em orações subordinadas substantivas
5.1 Oração subordinada substantiva subjetiva
Função: sujeito da oração principal.
Uso da vírgula: não se usa vírgula entre a oração principal e a subordinada.
· É provável que ela venha jantar. (sem vírgula)
5.2 Oração subordinada substantiva predicativa
Função: predicativo do sujeito.
Uso da vírgula: não se usa vírgula entre a oração principal e a subordinada.
Exemplo:
- Meu desejo era que me dessem um presente. (sem
vírgula)
5.3 Oração subordinada substantiva completiva nominal
Função: complemento nominal.
Uso da vírgula: não se usa vírgula entre o termo e a oração subordinada.
- Temos necessidade de que nos apoiem. (sem vírgula)
5.4 Oração subordinada substantiva objetiva direta
Função: objeto direto da oração principal.
Uso da vírgula: não se usa vírgula entre a oração principal e a subordinada.
- Nós desejamos que sua vida seja boa. (sem vírgula)
5.5 Oração subordinada substantiva objetiva
indireta
Função: objeto indireto da oração principal.
Uso da vírgula: não se usa vírgula entre o verbo e a oração subordinada.
- Recordo-me de que tu me amavas. (sem vírgula)
5.6 Oração subordinada substantiva apositiva
Função: aposto explicativo.
Uso da vírgula: usa-se vírgula ou dois pontos para separar a oração
apositiva da principal, pois a oração apositiva explica ou esclarece o
termo anterior.
- Desejo-te uma coisa: que tenhas muita sorte.
- Desejo-te uma coisa, que tenhas muita sorte. (menos
comum, mas aceitável)
- Não é recomendável o uso da vírgula entre a oração subordinada substantiva e a principal.
- Esperamos que você concorde com nossas ideias. (isso é o sujeito da oração, logo o sujeito não pode ser isolado). Or. subord. substantiva objetiva direta
7. Orações subordinadas apositivas
Quando se trata das subordinadas apositivas, faz-se necessário o uso desta.
· Há na vida um regulamento, que não podemos deixar de ser felizes. Or. subord. substantiva apositiva."
8. Orações subordinadas adjetivas restritiva e explicativa
As orações subordinadas restritivas não são demarcadas pela vírgula.
· Os garotos que venceram nas olimpíadas foram premiados. Or. subord. adjetiva restritiva
Já as subordinadas adjetivas explicativas são precedidas do uso da vírgula.
· Macunaíma, que é considerado o herói nacional, é personagem de uma obra literária.
Or. subord. adjetiva explicativa"
Nenhum comentário:
Postar um comentário